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Tok&Stok em recuperação judicial: o que aconteceu com a empresa?

Em um movimento que confirma a gravidade de sua crise financeira, o Grupo Toky, controlador da Tok&Stok e da Mobly, entrou com um pedido de recuperação judicial em 12 de maio de 2026. A dívida declarada pela gigante de móveis e decoração soma R$ 1,1 bilhão, e o plano busca renegociar os débitos sob proteção legal para garantir a continuidade da operação.

A situação financeira da varejista foi impactada por uma combinação de fatores, incluindo o cenário econômico pós-pandemia. Para conduzir o processo, a empresa contratou a consultoria especializada Alvarez & Marsal, que auxiliará na renegociação com credores e na otimização da estrutura da companhia.

Uma das medidas mais visíveis foi o encerramento de unidades consideradas menos lucrativas. Apenas em maio de 2026, foram fechadas lojas em São Paulo (nos shoppings D&D e Cidade São Paulo, e na rua Pompeia) e no Salvador Shopping (BA). Estes fechamentos foram precedidos por grandes liquidações com descontos de até 70%.

Os acionistas da Tok&Stok, o fundo SPX e a família fundadora Dubrule, buscam um aporte financeiro para fortalecer o caixa. A recuperação judicial é vista como um passo essencial para reorganizar a empresa e torná-la atraente para novos sócios injetarem os recursos necessários para a nova fase da marca.

O que muda para o consumidor?

A Tok&Stok afirma publicamente que todos os compromissos com os consumidores serão mantidos, incluindo entregas pendentes e a validade de vales-presente. Como parte do processo, a empresa solicitou à Justiça a liberação de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito para manter o fluxo de caixa. Mesmo assim, consumidores são aconselhados a guardar todos os comprovantes de compra. Os canais de atendimento e o site de e-commerce seguem funcionando.

Fonte: Correio Braziliense

Créditos: divulgação/Tok&Stok

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