Oito de abril de 2026. Esta data acaba de se tornar o dia mais importante da história do Mirassol. 100 anos depois de nascer como um clube amador, o time do interior paulista rompeu as fronteiras brasileiras e disputou seu primeiro jogo internacional. Não só disputou: venceu.
O Leão derrotou o Lanús por 1 a 0, na estreia da fase de grupos da Conmebol Libertadores. Bateu um time argentino, que foi carrasco de quatro brasileiros no último ano e meio: foi campeão da Sul-Americana em cima do Atlético-MG em 2025 e, em 2026, conquistou a taça da Recopa com duas vitórias sobre o Flamengo.
Um torcedor argentino que viu esse danado do Mirassol pela primeira vez nesta noite deve ter dificuldade de entender como esse time é o lanterna do Campeonato Brasileiro.
Rafael Guanaes acertou em cheio na estratégia e conseguiu blindar a equipe da bagagem negativa de quem não ganhava havia 69 dias. Eram 11 jogos sem vencer e cinco derrotas seguidas. A sensação do Brasileirão 2025 é o lanterna da edição 2026.
Mas, isso não entrou em campo nesta quarta-feira. O Mirassol fez muitos terem um Déjà vu da versão 2025 do time que terminou na quarta posição da Série A, logo em seu ano de estreia. A mesma coragem de um estreante que, assim como no Brasileiro, não se acanhou na maior competição das Américas.
A vitória contra o Lanús não transforma o momento do clube em um paraíso. O triunfo pode servir de impulso para o Leão voltar aos trilhos. A equipe, que não tinha divisão nacional em 2019, conquistou três acessos em cinco anos e se tornou case de sucesso.
Foi o melhor caçula da história do Brasileirão e, logo, arrematou uma vaga direta na fase de grupos da Conmebol Libertadores. Porém, uma reformulação forçada, com saídas importantes, como de Jemmes, Danielzinho, Lucas Ramon e Gabriel, fizeram o Mirassol perder parte de sua base.
A vitória contra o Lanús não transforma o momento do clube em um paraíso. O triunfo pode servir de impulso para o Leão voltar aos trilhos. A equipe, que não tinha divisão nacional em 2019, conquistou três acessos em cinco anos e se tornou case de sucesso.
Foi o melhor caçula da história do Brasileirão e, logo, arrematou uma vaga direta na fase de grupos da Conmebol Libertadores. Porém, uma reformulação forçada, com saídas importantes, como de Jemmes, Danielzinho, Lucas Ramon e Gabriel, fizeram o Mirassol perder parte de sua base.
Reforços de peso, com histórias até maiores que a dos que saíram, não têm rendido e fizeram o desempenho do clube despencar. O calendário mais cheio, com quatro competições pela primeira vez na história, também é um fator.
Os principais responsáveis pelo sucesso do clube seguem no comando: o gestor Juninho Antunes, o executivo Paulinho e o técnico Rafael Guanaes. O jejum de vitórias trouxe dificuldades inéditas ao trio.
Apesar da lanterna, o Mirassol fez diversos bons jogos no Brasileiro, mas pecou na falta de efetividade e desperdiçou muitos resultados. São quatro pontos para sair da zona de rebaixamento, em uma missão que não é nada impossível para quem já conseguiu muito mais.
A vitória sobre o Lanús mostra que esse time tem ferramentas para ressurgir e voltar a ser o Leão que comanda a selva. Muito além do triunfo, a equipe amarela e verde foi dominante e fez os argentinos nem parecerem ser o time atual campeão da Recopa e da Sul-Americana. O goleiro Walter praticamente não foi incomodado.
É verdade que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como a escassez de gols dos atacantes, que vivem momento ruim.
Nesta noite de Copa, o zagueiro João Victor brilhou com uma cabeçada certeira. O gol também pode recuperar a confiança de Reinaldo, que deu uma assistência perfeita. O lateral-esquerdo, que foi o artilheiro do time em 2025, caiu de produção neste ano, mas, nesta quarta-feira, voltou a ser decisivo.
Guanaes também mostrou que nenhum medalhão tem lugar cativo no time titular. Tiquinho Soares, que vive péssima fase, não foi nem relacionado. Em cinco partidas pelo clube, são cinco derrotas, nenhum gol e nada produzido.
O mundo do Mirassol após o oito de abril não está 100% colorido e nem totalmente cinzento. O 1 a 0 sobre o Lanús empolga, mostra evolução e capacidade. Mas ainda há muito o que evoluir para o clube voltar a destronar gigantes. E este jogo histórico provou que as ferramentas estão dentro dos muros do centro de treinamento.
O oito de abril de 2026 pode ser o impulso para mover o Mirassol para as próximas histórias felizes e gigantes. E, por que não, substituir a data por outro dia ainda mais importante. É entender que alcançar à Libertadores não foi a linha de chegada.
O clube sabe que, na maioria das vezes, vai ter que nadar contra a maré, por ter menos torcida, receita e camisa que seus pares. Mas, o Mirassol já provou, em tantas ocasiões, que consegue vencer a correnteza. Por que não fazer de novo?
O oito de abril faz o clube lembrar qual a fórmula para derrubar as previsões óbvias do mundo da bola. Resta saber quantas datas assim teremos nos nove meses restantes de 2026.
Fonte: G1
Foto: Pedro Zacchi















