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Calor vira alerta entre atletas antes de edição histórica da São Silvestre

O calor intenso dos últimos dias pode interferir diretamente no desempenho dos atletas na centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece nesta quarta-feira, em São Paulo.

Calor e hidratação viram foco central da preparação

Melhor brasileiro nas duas últimas edições da categoria masculina, Jonathas Cruz destacou que a hidratação é o ponto central para suportar a prova em temperaturas elevadas.

“Normalmente você perde mais eletrólitos e sais minerais. Então é preciso dar uma atenção maior à hidratação. Eu tomo bastante água de coco, isotônico e água. Na semana da prova é isso: muita hidratação.”

Jonathas Cruz, em entrevista coletiva antes da prova.

Na última semana, São Paulo registrou máxima de 38ºC — acima da média histórica para o período. Para esta quarta-feira, a previsão é de clima mais ameno no horário da prova, em torno de 28ºC, com pico estimado de 32ºC por volta das 13h (de Brasília) — de acordo com o site “Climatempo”. A largada da elite feminina está marcada para as 7h40, enquanto a masculina acontece às 8h05.

“Você não ganha muito mais na semana da prova, mas pode perder. Então é preciso se policiar muito na hidratação, principalmente quando o clima está quente. Se estiver quente também no horário da corrida, tomar um pouco mais de água — nada exagerado –, mas estar consciente de manter o corpo bem hidratado e forte para sustentar o ritmo do começo ao fim.”
Jonathas Cruz

O brasileiro foi quarto colocado na edição de 2024 e sexto em 2023.

“Ser o melhor brasileiro nas últimas edições traz mais experiência e confiança. Você mantém o que deu certo e corrige os erros. Em 2023 fui sexto, em 2024 fui quarto. Neste ano fizemos um trabalho específico para brigar na ponta. A pressão é inevitável.”
Jonathas Cruz

Calor também preocupa estrangeiros

O queniano Wilson Maina, um dos principais nomes do pelotão de elite, também ressaltou a influência do calor. O atleta mora em Pouso Alegre (MG) e venceu no início do mês a Volta Internacional da Pampulha.

Eu estava em Minas Gerais, que é um lugar muito quente, então estou bem preparado em relação à temperatura e ao sol.
Wilson Maina, também na entrevista coletiva.

Sétimo colocado na edição passada, o queniano chamou atenção por largar forte e assumir a liderança nos primeiros quilômetros, mas acabou perdendo posições após problemas com o tênis. A estratégia para este ano é repetir a postura agressiva desde o início.

“Vou fazer a mesma coisa do ano passado: sair forte e ver o que vai acontecer.”
Wilson Maina

Amadores exigem ainda mais atenção

Com mais de 55 mil inscritos, a centéstima edição da São Silvestre atingiu o limite máximo de participantes. A maioria é formada por atletas amadores, o que exige cuidados redobrados com hidratação e segurança.

Segundo Nathália Arnosti, especialista em fisiologia do exercício e diretora do departamento de performance do Cruzeiro, o equilíbrio hídrico é decisivo.

“A hidratação é um dos principais fatores de segurança e desempenho em provas de longa duração como a São Silvestre, especialmente no verão brasileiro, quando as altas temperaturas estão presentes durante o esforço prolongado.”
Nathalia Arnosti, ao UOL

A profissional explica que a ingestão adequada de líquidos impacta diretamente em funções vitais durante a corrida.

“Ela ajuda a prevenir a desidratação, preservar a função cardiovascular, controlar a temperatura corporal e manter a capacidade de sustentar o ritmo, garantindo melhores condições fisiológicas durante toda a prova.”
Nathalia Arnosti

Haverão seis postos de hidratação durante os 15km de percurso da São Silvestre, sendo um deles após a reta de chegada. Além disso, os atletas do pelotão de elite terão direito a postos extras através de um aviso prévio na câmara de chamada, antes da largada.

Fonte: UOL

Créditos: Fábio Lázaro/UOL

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